Tempos de contrastes

{23/08/2009} Assim como o Ser planetário sangrou sob o jugo humano, também os seres humanos foram golpeados pela sua própria desarmonia: milhões de vidas ceifadas em acidentes, milhares morrendo por causa de guerras, fome, escravidão, tráfico de gente, vícios, seqüestros, brigas entre facções, grupos armados, roubos, assassinatos, descuido, abandono, falta de assistência pública, irresponsabilidade. A tudo isso se chamava violência. E a violência não cessava. O clima de insegurança e angústias produzia uma névoa pesada sobre o planeta, e demandava muita energia para limpar e harmonizar. Os raios de luz do Cosmos brilhavam incessantemente sobre a terra. A Misericórdia Divina estava presente e muitos se agarraram à ela.

Uma boa parte dos humanos evolutivos estava realmente ocupada em desvendar o devir do planeta. Canais profetizavam uma era dourada para a humanidade; crentes previam um encontro final com o Criador: um divisor de águas onde se separaria o “joio do trigo”. A importância das discussões sobre a evolução do homem era que elas traziam uma oportunidade de ampliar a visão, renovar conceitos, buscar um entendimento sobre o significado da vida. {Crônica 93}

Porta para o êxtase

[02/08/2015] A espécie humana foi regida por muito tempo por um sistema biológico imperativo de sobrevivência. No passado, com o progresso tecnológico alcançado a comida se tornou acessível e abundante para muitos, mas o corpo físico preparado para a escassez não se modificou e o resultado foi desastroso: doenças e obesidade.

Com a regência da supervivência e a ativação da genética divina, as mentes começaram a se liberar das demandas impositivas dos antigos gens e forçaram o corpo a um processo de adaptação a essa nova consciência. Inclusive porque as fontes de prazer como a comida, o sexo e outros prazeres físicos se abrandou no centro neuronal deixando caminho para o fortalecimento de sentidos esquecidos, e aumento da percepção das ondas emitidas pelo centro coronário trazendo a verdadeira satisfação da alma ao invés de saciedade física.

Os valores tiveram então ressonância de manjares para o intelecto e a filosofia um refrescante estímulo para alma. Ao invés de sensação de perda, o homem floresceu no alívio de libertação das imposições físicas. Estavam abertas as portas para o êxtase. [Registro 51]

Humanos fragilizados

{09/08/2009} É verdade que em meio à época de transição houve um processo de somatização no corpo físico da humanidade como um todo, e os sistemas preventivos entraram em colapso. Não havia como reverter a avalanche de doenças mentais, emocionais e físicas que se apresentava a cada dia, mostrando o auto-abandono que parte da humanidade se encontrava. Nunca a medicina esteve tão avançada para o diagnóstico e a cura, nem os sistemas de saúde tão impotentes para atender às demandas mundiais, nem o homem esteve tão distante de si mesmo para entender a necessidade de harmonizar-se e preservar-se através da consciência e autocura.

O clima e suas conseqüências, a crise econômica e o desemprego, as velhas e novas crises no Oriente mantinham as populações do mundo inteiro ocupadas e estressadas. Todo sinal de nova ameaça ou desentendimento entre países, as dificuldades diárias de sobrevivência no campo ou nas cidades, as tragédias aéreas, no mar, as personalidades que morriam; tudo ganhava enorme destaque nos meios virtuais de transmissão de notícias, ocupando as mentes e corações. O vazio do externo se ampliava. O poder ilusório da matéria continuava entorpecendo os sentidos. E as pessoas que despertavam da letargia clamavam por valores como Justiça, Consideração, Ordem, Verdade, Bondade, entre outros. {Crônica 94}

Música na Bolha

[19/07/2015] - Depois de incorporar a música ao alimento diário da população, novas brincadeiras surgem para interagir com esta arte divina. Uma jovem música do continente africano inventou uma bolha capaz de reverberar notas musicais materializáveis. A diversão consiste em escolher a música, entrar na bolha e ser massageado pelas notas musicais. Estas captam as energias corpóreas e adquirem densidade espalhando-se pelo interior do invólucro e à medida que os acordes vão sendo emitidos batem suavemente na pessoa e depois reverberam nas paredes internas da bolha, de forma a criar novos ‘arranjos interativos’, de acordo com os movimentos do ‘músico’ e das notas.

A nova diversão já está sendo usada como forma de terapia para idosos e estímulo para bebês em idade de caminhar. O som estimula movimentos mais ousados e a bolha protege de qualquer perigo ou queda. Grande parte das experiências realizadas na última Feira Planetária de ArtesSanas – categoria música – está sendo canalizada para a ciência da Saúde. Os serviços locais de prevenção físico-mental simplesmente abandonaram antigas práticas de exames fisiológicos invasivos depois que a música se firmou nos consultórios. A habilidade de lidar com os sons é demonstração de saúde. [Registro 50]

Modelo de destruição

{26/07/2009} A distorção no rumo filosófico e existencial da vida humana, do Ser para o Ter, foi diagnosticada e divulgada como conseqüência do modelo de sistema econômico adotada pelos humanos. E parecia uma guerra perdida: ninguém conhecia a vacina, o antídoto. Apareceram algumas terapias para os doentes compulsivos de consumo, mas pouquíssimos conseguiam abrir mão do consumo como fonte de satisfação e forma de vida. Consumir era ‘normal’ ou ‘necessário’. Perdeu-se o sentido da necessidade, do aqui e agora. E o homem perdeu a sintonia com o tempo presente. Passou a trabalhar para ter, não mais para evoluir.

E para ter alguns mentiam, cometiam pequenos roubos, seqüestros, chantagem. Outros falsificavam, desviavam recursos, enriqueciam ilicitamente ou simplesmente matavam – direta ou indiretamente. Outros seduziam, aliciavam, traficavam, subornavam, formavam gangs, quadrilhas, máfias. Outros conquistavam o poder político para dele se beneficiar ou conseguiam a presidência de empresas, ou criavam grandes corporações à margem da lei. Um pequeno vírus. Uma grande distorção. Mas os efeitos da Chama Violeta já começavam a surtir efeito com a intensificação das energias vertidas no Monumento. E aumentava a percepção da humanidade sobre o que estava se passando. {Crônica 095}

Abandonados por suspeita

[05/07/2015] O encontro de um ônibus espacial quase intacto, na última temporada no quadrante Norte, não foi surpresa para os pilotos que trabalham incansavelmente para retirar da atmosfera terrestre e estratosfera todo o lixo tecnológico e residual que os humanos do passado legaram às novas gerações Este já é o 20º veículo, desativado e quase intacto, encontrado no espaço. A surpresa foi encontrar tripulantes vivos. Bastante debilitados, os náufragos que estavam perdidos há seis anos, tiveram que ser submetidos à hidratação, recondicionamento e intensa terapia de reconstituição molecular.

Depois das primeiras entrevistas com os médicos e técnicos aeroespaciais da 9a Base Interplanetária, responsável pela limpeza espacial, os tripulantes se identificaram como um grupo misto de empresários e astronautas que se uniram secretamente para explorar novos planetas quando recrudesceram os desastres planetários. Eles perderam o contato com a base de lançamento e, quando se perderam não puderam se valer de nenhuma ajuda dos sistemas aeroespaciais terrestres porque foram vistos como espiões de nações antagônicas. A grande surpresa deles foi saber que o planeta está unificado e só existe referência geografia continental da terra. Agora os cientistas trabalham na adaptação cardiorrespiratória dos náufragos espaciais para se adaptarem a nova atmosfera terrestre. E muitas surpresas mais terão estes fujões. [Registro 49]

Um vírus maligno

{12/07/2009} O ano de 2009 transcorria ‘normalmente’ quando surgiu o pequeno alerta de morte humana causada por um vírus transmitido por suínos. Apenas alguns minutos no noticiário. A aceleração dos acontecimentos na vida das pessoas impediu a grande maioria de perceber a anormalidade na vida diária: uma grande dificuldade de lidar com o tempo. Por mais esforço que se fizesse parece que não havia tempo para as tarefas diárias, o lazer, acompanhar o crescimento dos filhos, estudar, ou para os hábitos mais simples como ler, ouvir música, conversar.

O esforço era dobrado, tanto para o trabalho como para a vida diária, ninguém conseguia usar plenamente as informações e conhecimento disponíveis, os bens que adquiriam, as férias, os dias de quietude. A humanidade estava gravemente contaminada pelo vírus do consumo, tão letal quanto o dos porcos, e mais devastador do que muitos imaginavam. O assunto era tratado como ‘mais um tema’ de variedades, e poucos percebiam o quanto o desejo de ter ceifava vidas, mais rápido e fulminante que os vírus que atacavam o físico: este atacava a alma, diretamente. Para ‘ter o poder de ter’ o homem não media esforços, não parava a máquina, não se detinha diante de nada. Nem do perigo da perda da própria possibilidade de eternidade O deus-dinheiro jogava suas cartas. {Crônica 096}